9 de janeiro de 2009

Do amor

O amor é uma espécie de loucura sadia,
O seu portador sempre morre; não varia.
Se espalha como peste, é endêmico.
Assustá-lo, convencê-lo, Nunca! É mal orgânico.
De amor não se morre a morte que encerra a vida,
Mas, dia a dia, a que ceifa a lida.
O portador sempre morre de tristeza, alegria, ou tédio.
E ainda encontra-se feliz; não há remédio!

Priva dos sentidos, é incontida loucura.
Vive-se pra morrer, é vida sempre escura?
Mas não conheço alguém que dele fugisse.
Contrariá-lo, fingir-se já morto? Sandice.
Ao morrer a morte, ou viver a vida que valha.
Ele (o amor) sempre estará; pois é mal que se espalha.